A História de A.A. em Minas Gerais
“Parece que foi ontem... mas, lá se vão 50 anos!
Como acontece ainda hoje, com todos os que se encontram nessa
fase, um cidadão residente em Juiz de Fora, cidade
da região da Zona da Mata de Minas Gerais, que vamos
mencionar aqui como S., vivia os seus dias de verdadeiro martírio,
mergulhando em copos e copos de bebida e desespero. Uma pequena
nota no jornal chamou-lhe a atenção: “Se
você quer beber, o problema é seu; se você
quer parar de beber, o problema é nosso”. E a
seguir, o número de uma caixa postal.
Relutante, entre a desilusão e a esperança,
S. escreve pedindo ajuda. Algum tempo depois, a resposta,
com os mínimos detalhes para um possível primeiro
encontro com homens e mulheres que trocavam experiências,
forças e esperanças, por uma vida melhor, sem
a bebida alcoólica.
O calendário registrava o ano de 1959 e S., depois
de se ingressar no Grupo Central do Brasil, no Rio de Janeiro,
inicia uma série de viagens semanais, pela antiga Estrada
União e Indústria, que separava a cidade maravilhosa,
por mais de cinco longas horas da cidade de Juiz de Fora,
conhecida por sua potência industrial, por Manchester Mineira.
O sacrifício era o preço; a sobriedade em minúsculas
doses, o retorno tão esperado.
Dois anos de idas e vindas, durante este tempo S. descobre
que ‘nada melhor para manter-se sóbrio que o
trabalho intensivo com outros alcoólatras’ e
assim, em 11 de junho de 1961, com o apoio do companheiro
Glicério, um juizdeforano, residente no Rio de Janeiro,
inicia as atividades do Grupo Juiz de Fora de A.A.”
Em seguida, houve a formação de outros grupos
em Juiz de Fora e na região da Zona da Mata de Minas
Gerais.
A.A. chega a nossa capital querida, Belo Horizonte.
No início do ano de 1960, o companheiro que idealizou
a formação do primeiro grupo de A.A. em Belo
Horizonte conseguiu um local pequeno e simples na Avenida
Santos Dummont, 330 – Centro, para trabalhar com consertos
de calçados. Nesta mesma avenida junto com dois amigos,
Bichico e Pedro, parte da tarde desse dia, chovia torrencialmente.
Entre um gole e outro, embriagado, o companheiro Ilídio
de Oliveira disse: - Vamos descobrir um nome para a oficina.
E cada um dava sua sugestão. Quando de repente parou
de chover, aparecendo um sol radiante, seu amigo Pedro, exclamou:
- Que tarde azul! Ilídio, também embriagado,
disse: - Pedro, para ficar na história nossa cachaça,
vou colocar o nome de minha sapataria de Tarde Azul. Em seguida,
pegou um pedaço de papelão e escreveu: Sapataria
Tarde Azul. Mais tarde, a sapataria mudou-se para a Rua Manoel
Macedo e posteriormente para a Rua Jundiaí, 33 –
Bairro Concórdia. No ano de 1963, Ilídio de
Oliveira. em um bar próximo a sua casa, também
na Rua Jundiaí, leu no Jornal O Globo, do Rio de Janeiro,
um texto que dizia: “Se o seu caso é beber, o
problema é seu; se o seu caso é parar de beber,
o problema é nosso”, incluindo o número
5.218 de uma caixa postal para possíveis contatos.
Lembrou-se então de seu amigo e companheiro Pedro Batista,
que era ingressado em A.A. no Rio de Janeiro e residia em
Belo Horizonte. Por incentivo de amigos, escreve então
para o grupo de A.A., pedindo socorro. Veio a resposta e uma
troca de correspondência por nove meses. Em 19 de abril
de 1964 foi ao Rio de Janeiro e fez seu ingresso no Grupo
Lapa, Rua Lapa, 807, 8o andar. Um amigo emprestou-lhe dinheiro
para a viagem. Regressando com folhetos, o Livro Branco e
fichas, com a incumbência de formar um grupo de A.A.
em Belo Horizonte. De imediato, recebeu uma carta do Rio,
solicitando uma abordagem, que foi feita e aceita pelo companheiro
José Vieira. Marcaram então, a 1a reunião
para iniciarem o grupo.
O início contou com a presença de dois convidados, ou seja,
participação de quatro pessoas. Local: Sapataria Tarde Azul,
Rua Jundiaí, 33 – Concórdia.
Com uma toalha pequena forraram a banca de consertos e fecharam
a porta. Ilídio leu a Prece da Serenidade, fizeram
o ingresso de dois companheiros e já tendo em mãos
pedido de abordagem para Sete Lagoas, o pedido foi providenciado
imediatamente. Por sugestão do companheiro José
Vieira todos aprovaram para que o grupo recebesse o nome de
Tarde Azul, em agradecimento à sapataria onde ocorreu
a primeira reunião. Foi providenciada a caixa postal
número 1896 e também cartazes com o slogan:
“Se seu caso é beber, o problema é seu;
se seu caso é parar de beber, o problema é nosso”,
e o número da caixa postal 1896. Sendo assim, às
13h30min do dia 01-05-1964, iniciava suas atividades em Belo
Horizonte, o Grupo Tarde Azul de Alcoólicos Anônimos.
Amigos que ajudaram na divulgação no início
do grupo: Jornalista Oswaldo Nobre, Jornal Debate, Pe Ari
de Freitas, Dom Serafim, Ivone Borges Botelho (radialista)
e Dr. José De Laurentis e muitos outros.
A.A. em Minas Gerais e a Estrutura de Serviço: Pequeno
histórico do ESL/JF-MG.
O início da década de 70 marcou a chegada de alguns companheiros
que viriam a manifestar o interesse em conhecer em maior profundidade
a filosofia e o modo de vida de A.A. também se preocupavam em buscar
informações sobre a melhor maneira de se implantar a Estrutura
do Serviço.
O ano de 1974 marca o início das reuniões em
São Paulo, durante os dias de carnaval, denominados
de Conclave de carnaval, e que iriam evoluir para a formação
da Conferência de Serviços Gerais e também
das Convenções.
Nessa época, para discutir assuntos relativos aos grupos
e às reuniões, o ponto de encontro era um bar,
na Rua São João, onde trabalhava um companheiro.
Um passava, deixava recado que precisava falar com fulano
ou beltrano, e que às “x” horas ali estaria
de volta. O Bar do Bolão, então, era o ponto
onde eram discutidos os assuntos referentes aos problemas
dos grupos de A.A. de Juiz de Fora e das cidades vizinhas
(exceção, naturalmente, do Grupo Juiz de Fora);
uma espécie de escritório intergrupal.
Vindo daqui e dali, surgiam várias publicações.
Em Espanhol, em Inglês e até traduções
livres de companheiros do Rio de Janeiro. Entre estas, uma
falava da formação dos Intergrupos, Centrais
de Serviços, Escritórios de prestação
de serviços aos grupos e atendimento à comunidade
(A.A. Guidelines).
Sem uma discussão mais profunda, foi alugada a sala 204 da Galeria
Constança Valadares, e colocada uma placa com a inscrição
“Central de Serviços de A.A. de Juiz de Fora”. Rapidamente,
uma folha de papel almaço pautado registrava 53 assinaturas de
companheiros que se comprometiam contribuir com a importância de
Cr$ 10,00 (dez cruzeiros) para pagar as despesas da sala. Se fosse possível
recuperar esse papel, poderiam se comprovar assinaturas de pessoas que
só se comprometeram. Nunca pagaram.
A partir daí, os companheiros de Juiz de Fora, interessados
em dar continuidade ao movimento, partiram para a busca de
informações que permitissem a elaboração
de um estatuto, para normalizar e efetivar a Central de Serviços.
Estatuto do Escritório Intergrupal de Campos-RJ, da Entidade para
Recuperação de Alcoólicos – ERA (movimento
iniciado por membros do Grupo Juiz de Fora, com procuração
para o vereador por vários mandatos, Olavo Gomes), com a finalidade
de construir um hospital para atender portadores de alcoolismo, além
de outras entidades, forneceram subsídios para a elaboração
do Estatuto da Central de Serviços de Alcoólicos Anônimos
da Zona da Mata de Minas, aprovado em Assembléia Geral Extraordinária
do dia 04 de maio de 1975, conforme cópia xérox da ata,
constante do livro de atas do referido organismo. Mais tarde, por decisão
da Conferência de Serviços Gerais, que recomendou que a nomenclatura
Central fosse prerrogativa dos escritórios instalados nas capitais,
passou a chamar-se Intergrupal de serviços. Atualmente, a razão
social, também por decisão da CSG, é Escritório
de Serviço Local.
Pequeno histórico do ESL/BH-MG.
Início de 1976, os companheiros Wilson Machado e Lúcio
Pinto convidam companheiros dos grupos existentes na época,
para iniciarem a Central de Serviços de Alcoólicos
Anônimos de Minas Gerais, para prestar serviços
aos grupos como repasse da Literatura oficial, organização
de eventos, trabalhar e divulgar os Três Legados de
A.A. – Recuperação, Unidade e Serviço.
Foram realizadas várias reuniões nas dependências
do Grupo Tarde Azul, concluindo que para conseguir o resultado positivo
deveríamos então nos reunirmos na Rua Guarani, 431 –
Centro, em local cedido pelo Sindicato dos Empregados do Comércio
de Belo Horizonte. Todos os grupos participaram com seus representantes
e outros interessados, concluindo então que poderíamos dar
início ao trabalho, elaborando um anteprojeto do Estatuto, que
teve a participação de oito companheiros com experiência,
sendo dois advogados, facilitando assim a elaboração no
sentido jurídico.
A assembléia de instituição da Central
Mineira de Serviços de Alcoólicos Anônimos
(CEMISAA), bem como a aprovação do Estatuto,
aconteceu em 27 de fevereiro de 1977 e estiveram presentes
22 grupos. Foi registrado no Cartório Jero Oliva em
21/07/1977 e em seguida foi publicado no Diário Oficial
do Estado de Minas Gerais.
A primeira diretoria foi eleita em 24/07/1977, com a presença
de 33 grupos. Nesta reunião, os grupos decidiram alugar
uma sede, sendo esta na Avenida Santos Dumont, 482 –
sala 407.
Como não tínhamos ainda uma contabilidade e não tínhamos
C.N.P.J. o contrato foi feito em nome do companheiro Jair Pinto, também
tendo como avalistas dois outros companheiros. Em 15 de agosto de 1977,
abríamos pela primeira vez a porta de nosso organismo de serviço,
que inicialmente foi conhecido por CEMISAA, mais tarde, atendendo a estrutura
nacional, teve os nomes de AAESMG, CENSAA-MG e, por último, ESL/BH-MG,
sendo que as principais cidades do Estado foram contempladas com um E.S.L.,
que realiza o trabalho de cada região. Até o ano de 1983,
os escritórios existentes na capital e no interior, estes com o
nome Intergrupal , realizaram o trabalho legal e o tradicional. Suas reuniões
em assembléia e eram compostas pelo Conselho Intergrupal, com um
R.I. de cada grupo. Em 29.05.1983, a CEMISAA fez a convocação
para uma assembléia dos R.Is., a ser realizada no auditório
do IMACO, com o apadrinhamento do companheiro Mota, delegado de São
Paulo, fizeram a explanação para a formação
da Área de Minas Gerais, e em clima de muita alegria naquela data
deu o início a formação dos Distritos por todo o
Estado, que passariam então a trabalhar o tradicional e a CEMISAA
e intergrupais continuariam com a parte legal na sede da CEMISAA; em outra
sala funcionava um grupo com o nome de Triagem, que pouco tempo depois
encerrou suas atividades e esta sala ficou com o Comitê de Área.
Possuíamos nestas dependências, uma oficina que gravava fichas
com dois funcionários e mais um terceiro que atendia ao balcão
do escritório. Este comércio, na época, era a fonte
de renda que proporcionou equipar todo escritório, com secretária
eletrônica, duas máquinas Xerox, dois telefones (cujos preços
naquela época eram caríssimos), realização
de viagens de servidores ao interior para formarem os Distritos, enfim,
não era o melhor para a irmandade usar o recurso comercial para
realizar o início do trabalho, pois os grupos eram poucos e os
recursos não chegavam. Mas, com a chegada do tradicional, os Distritos,
R.S.Gs. e outros, foram trabalhando unificados e com a sua manutenção
pela Sétima Tradição e o repasse da Literatura. Nossa
participação na estrutura nacional, desde 1976, tem sido
considerável, sempre com os delegados presentes, participação
de seis Custódios alcoólicos e um não-alcoólico,
um presidente do C.L.A.A.B., um Administrador do E.S.G., membros dos vários
Comitês da Junta, um Delegado à Reunião Mundial de
Serviço.
Encontros Estaduais
Em virtude da realização de um encontro informal
entre companheiros de São Gonçalo-RJ e de Juiz
de Fora-MG, em 1977, nas dependências do Colégio
Academia de Comércio/Colégio Cristo Redentor,
começou a ser alimentada a idéia da realização
de um evento similar, mas que congregasse membros de A.A.
de toda nossa região.
Nas dependências da então Central de Serviços
de A.A. da Zona da Mata de Minas, casualmente se encontravam
os companheiros Pedro Paiva, Nelson, Adauto, Godinho e Fábio.
Numa conversa informal, cogitou-se da possibilidade da realização
de um Encontro Regional, entre os Grupos de A.A. da Zona da
Mata de Minas.
Primeiro, foi pensada a realização em Cataguases. Em face
de uma melhor estrutura em Leopoldina, o consenso migrou a realização
para esta.
Também, por sugestão do Adauto, por que ficar
no “regional” se podíamos partir para o
“estadual”?
Representantes dos grupos Cataguases e Progresso, e também
AAs de Juiz de Fora, estiveram em Belo Horizonte, na Central
Mineira de Serviços de A.A. – CEMISAA –
de onde receberam integral apoio para a realização
do que viria a ser o primeiro Encontro de A. A. do Estado
de Minas Gerais, nos dias 27 e 28 de outubro de 1978, ns Escola
Estadual Professor Botelho Reis.
Durante o Encontro foi observado na platéia, um simpático
jovem senhor, gravador em punho, em busca de informações
sobre o funcionamento de A.A. Ao perceberem, e descobrirem
que se tratava de um médico do Sul de Minas, os companheiros
da coordenação logo o “intimaram”
a falar na reunião.
Meio tímido e sem saber exatamente o que dizer, pois
estava ali apenas para conhecer o nosso movimento, o médico
fez sua explanação de tal forma que chamou a
atenção dos presentes.
Daí pra frente, foram muitas visitas à cidade de Baependi-MG,
levando sempre as informações mais recentes para aquele
que viria a ser, depois de devidamente apadrinhado pelos companheiros
de Juiz de Fora e região, o primeiro presidente da Junta de Serviços
Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil: Dr.José Nicoliello
Viotti.
Os primeiros encontros estaduais foram:
1o. – Leopoldina (1a. participação do
Dr. Viotti)
2o. – Divinópolis
3o. – Governador Valadares
4o. – Sete Lagoas
5o. – Caxambu (participação do Dr. Nelson
Senise, autor do livro “Pare de Beber”; do Dr.
José De Laurentis, presidente da Associação
Médica de Minas Gerais).
Eventos importantes, área de Minas Gerais
? Com a nomenclatura de Grupos Tarde Azul, o grupo promoveu
e coordenou a realização em Belo Horizonte-MG
da II Conferência de Serviços Gerais e o V Conclave
Nacional, na Semana Santa de 1978. Esteve presente o Dr. Jack
Norris, Presidente da Junta de Serviços Gerais de A.A.
do EUA/Canadá.
A Conferência foi realizada no Hotel Brasil Palace (onde
os Delegados se hospedaram) e o V Conclave nas dependências
da Secretaria de Saúde.
- todos os Encontros Estaduais;
- I Seminário de A.A.da Região Sudeste, em Juiz de Fora,
em 9 e 10 de outubro de 1988, com uma Reunião de Informação
ao Público, no Cine Theatro Central, para uma platéia de
1.800 pessoas;
- 40 anos de A.A. Minas Gerais, em Juiz de Fora, em 7, 8 e
9 de setembro de 2001;
- Ciclos de Passos, de Tradições e de Conceitos;
- Conferências simuladas;
- Painéis de C.T.O.;
- Seminários diversos;
- Intergrupos;
- Intersetoriais
- 1º. Encontro dos Servidores da Estrutura de A.A. no
Brasil, em 19, 20 e 21 de abril de 2008, em Baependi, entre
outros.
1982 – Com a participação dos companheiros
de Juiz de Fora , houve a formação do primeiro
Comitê de Distrito de Minas Gerais, em Cataguases. O
Comitê de Área ainda não havia sido instituído
em Minas Gerais.
Na data da oficialização estiveram presentes
representantes da Estrutura Nacional, inclusive o presidente
do CLAAB, companheiro Walker, de Belo Horizonte.
Algumas reuniões Históricas
Reunião de reconhecimento ao trabalho de Alcoólicos
Anônimos, em duas ocasiões:
1ª. – Assembléia Legislativa de Minas Gerais,
representados pelo Custódio não-alcoólico,
General Olympio;
2ª. – Assembléia Legislativa de Minas Gerais,
representados pelo Custódio não-alcoólico,
Pastor Joaquim Luglio.
Instituição Destaque na cidade de São João
Del Rei, representados pelo Custódio não-alcoólico,
General Olympio.
Troféu Personalidade Anônima do Ano, em 1985,
em Juiz de Fora, oferecido pelo Jornal Tribuna de Minas, também
representados pelo General Olympio.
Assembléias do C.R.I. (R.I.)
14-07-1985. Local: Sindicato dos Bancários. Destituição
da Diretoria da Central de Serviços.
Observação: Todos os companheiros de ilibada
reputação, porém o trabalho não
estava atendendo aos anseios dos Grupos, principalmente pela
ausência do Presidente por longo período. Assumiu,
interinamente, o companheiro Fulgêncio, Delegado de
Área.
Em dezembro desse mesmo ano foi realizada nova eleição,
no auditório do Sindicato dos Bancários. A Diretoria
eleita trabalhou durante o ano de 1986 e no segundo semestre
de 1987 houve a renúncia de toda a Diretoria, em Assembléia
do C.R.I.
1995 – Assembléia do C.R.I. no auditório
do IMACO. Decisão em que a CENSAA deveria ser mantida
apenas com as contribuições através da
Sétima Tradição, encerrando as gravações
de fichas e as vendas de outros produtos.
Assembléia de Área no segundo semestre de 1984, no auditório
do Sindicato dos Bancários: Toda a Junta de Custódios convocada
para dar explicações sobre um sorteio ou rifa – procedimento
fora dos nossos princípios, mas cuja intenção era
salvar da falência o E.S.G. Muito debate, calorosa discussão
e desentendimento entre servidores e Custódios alcoólicos,
diante dos Custódios não-alcoólicos, que não
sabiam como proceder diante da situação.
Por fim, decidiu-se pela continuidade da rifa em nível
nacional, porém com o repúdio e contestação
da Área de Minas Gerais.
Delegados da Área de Minas Gerais
Delegados Período Delegados Período
Lúcio Pinto – BH 1976 Adauto – JF 1976/1977
Pedro Batista – BH 1977/1978 Godinho – JF 1078/1979
Lúcio – BH 1979/1980 Adauto – JF 1980/1981
Walker – BH 1981/1982 Lindolpho – JF 1982/1983
Alvarenga – BH 1983/1984 W. Expeditus – JF 1984/1985
Fulgêncio – BH 1985/1986 Carlos Alberto –
JF 1986/1987
Maciel – BH 1987/1988 José Pinto – JF 1988/1989
Tarcísio – BH 1989/1990 Airton Borges –
BH 1990/1991
Alencar – BH 1991 Hermógenes – BH 1991/1992
Jane – JF 1992/1993 Maria José – BH 1993
Moacir – BH 1993/1994 Liu – BH 1994/1995
Fábio – JF 1995/1996 Tadeu – BH 1996/1997
Ferreira – Cel. Fabriciano 1997/1998 João de
Deus – BH 1998/1999
Cláudio – Ouro Preto 1999/2000 Lindolpho –
JF 2000/2001
Hermógenes – BH 2001/2002 Antônio Eustaquio
– BH 2002/2003
Silvério – BH 2003/2004 Figueiredo – Cataguases
2004/2005
Eustáquio – BH 2005/2006 Mário –
BH 2006/2007
Silvestre – João Monlevade 2007/2008 Hugo –
BH 2008/2009
Custódios Regionais – Região Sudeste –
Área de Minas Gerais
Custódios Período
Adauto – JF 1984/1986
Lúcio – BH 1984/1986
Fulgêncio – BH 1987/1989
Fábio – JF 1988/1991
Airton Borges – BH 1994/1996
Cláudio – Ouro Preto atual
Outros
1989 – Mudança da CENSAA para a Rua Aarão
Reis, 538 – 2º andar.
15 de novembro de 1999: mudança da CENSAA para a Avenida
dos Andradas, 302 – salas 522-523-524-530.
Janeiro de 2000: Trabalho unificado, modificando o nome de
CENSAA para ESL/BH-MG, sede da Área de Minas Gerais.
As Intergrupais passaram a se denominar ESL.
Observação: Em 1990, de acordo com recomendação
da Conferência, a Central de Serviços de A.A. da Zona da
Mata de Minas mudou a denominação para Intergrupal de Serviço
de A.A. – ISAA-JF.
Nomes anteriores ao ESL/BH-MG
1º) CEMISAA – Central Mineira de Serviços
de A.A.;
2º) A.A.E.C.S. – Alcoólicos Anônimos
Escritório Central de Serviços de Minas Gerais;
3º) CENSAA-MG – Central de Serviços de Alcoólicos
Anônimos de Minas Gerais; e
4º) ESL/BH-MG – Escritório de Serviço
Local de Belo Horizonte-Minas Gerais.
Servidores de Minas na estrutura Nacional
Walker: Presidente do Centro de Distribuição
de Literatura de A.A. para o Brasil – CLAAB 1984;
Godinho: Trabalho administrativo no CLAAB, residindo em São
Paulo;
Fulgêncio: Diretor do ESG – 1987/1989, permanecendo
10 dias por mês em São Paulo
Fábio: Comitê Editorial da Revista Brasileira
de A.A., Comitê de Informação ao Público-CIP
da Junta;
Airton Borges: Comitê de Literatura da Junta;
Adauto: Tesoureiro do CLAAB e membro do Conselho Fiscal, 1984/1986;
Lindolpho: membro do Conselho Fiscal do ESG.
“Hoje, dos que fazem funcionar a Estrutura do Terceiro Legado de
A.A. (Serviço), somos mais de 500 grupos em Minas. Sem contar aqueles
que, por inúmeros motivos, ainda percorrem os caminhos do desconhecimento
dos princípios da Irmandade
(...)
Pesquisando, descobrimos que o S. é de Salvador.
Teria sido esse nome revestido de algum significado místico,
ou tudo não passou de uma maravilhosa e feliz coincidência?”
“Parece que foi ontem... mas, vivendo um dia de cada
vez, lá se vão 47 anos!”
Assim, até agora, Deus nos ajudou.
Pedimos a Ele que continue nos ajudando, porque precisamos
seguir passando adiante a mensagem de Alcoólicos Anônimos.
Estas informações foram obtidas através
de anotações e atas de reuniões dos Grupos
de Juiz de Fora e de BH e de depoimentos de companheiros e
companheiras que participaram dos fatos na época da
chegada de A.A. em nosso Estado. .
BH-MG, 07/2008
|